Este texto foi escrito em 06/10/2014, portanto há quase 3 anos, bem antes da criação deste blog. Eu tinha acabado de estar na casa do meu filho, quando na conversa surgiu a situação que fez com que eu posteriormente escrevesse isso.
Lembrei-me hoje desse dito do meu
pai. Um homem que foi árduo trabalhador, que tudo fez para cumprir a sua
obrigação de esposo, de pai, de avô e de Espírito em evolução que ainda é. "SEGURE NO PÉ DA GOIABEIRA!" - Ele dizia isso para si mesmo
e para a minha mãe, quando via que a situação estava instável e problemática.
Eu, na minha condição de criança, ou de então no máximo de adolescente, não
entendia bem o que ele queria dizer com isso.
Hoje, quando você me falou
“porém, minha vida ficou muito mais apertada”, não entendi muito bem e percebi
um certo sinal de angústia no que disse, e a minha vontade foi de responder: “Segure
no pé da goiabeira”. Na hora optei por não dizer nada, como tenho procurado
fazer ultimamente, mas agora vamos lá.
Nós todos, de maneira geral, e
cada um de nós da família no sentido amplo, estamos passando por uma grande
tribulação, própria dos períodos de grande transição. Os tempos são chegados e
cada qual é chamado às suas próprias razões. O que me faz lembrar e aderir ao
sábio conselho do meu velho pai.
Para ilustrar qual o
verdadeiro significado que pude perceber do que recebi do velho com isso, incluo aqui uma historinha que fecha o assunto na sua
total elucidação.
Conta-se que abnegado servidor da Mediunidade queixou-se ao Mentor dedicado, sobre as lutas que vinha travando, encontrando-se quase sem forças para prosseguir.
As dificuldades sitiavam-no, em forma de familiares exigentes, amigos ingratos, conhecidos descaridosos para com ele, fragilidade na saúde, interferências espirituais negativas. Após relacionar os fortes impedimentos, rogou ao Benfeitor que o orientasse no procedimento a manter.
O amigo, por sua vez, expôs-lhe: “Um anjo ofereceu a um pupilo querido que aprendia com ele santificação, em treinamento para vir à Terra, um guarda-chuva; tempos depois doou-lhe galochas de borracha; mais tarde ofertou-lhe um chapéu e uma capa impermeáveis, sem dar-lhe maiores explicações. Repentinamente, começou a chover torrencialmente e o candidato à elevação gritou: ‘Anjo bom, chove! Que faço?’ O sábio orientador respondeu-lhe, sem delongas: ‘Use o material que lhe dei’”
Você tem recebido a luz do Espiritismo e o apoio do Mundo Espiritual, não como prêmio à inutilidade, senão como recurso de alto valor para os momentos difíceis que sempre chegam. Agora desaba a tempestade. Use esse tesouros ocultos que vem guardando e não tema. Enfrente as borrascas que maltratam, porém, passam... O espírita consciente, que não se apoia em mecanismos desculpistas, enfrenta as vibrações de teor baixo, armado do escudo da caridade e protegido pela superior inspiração que haure na prece, parte para o serviço no lugar em que se faz necessário, onde dele precisam...“
Sua vida ficou muito mais
apertada, filho? Lembre-se de seu avô: segure no pé da goiabeira!
Com carinho
Seu pai
06/10/2014
