domingo, 25 de novembro de 2018

O FAROL

THE LIGHTHOUSE


"Perguntam-me, as vezes, o por quê.
A resposta, talvez, tenha esta leve explicação:
Enquanto alguns constroem uma 'Lighthouse', outros simplesmente parecem não se importar em tê-la.
Não faz parte de minha existência remendar os erros de outros. 
Obrigado por ter construído a sua PAI.... Te amo"
9 de dezembro de 2013


Sempre que me deparo com essa publicação nas "recordações" do Facebook, e revejo o vídeo, as lágrimas brotam dos meus olhos e escorrem como enxurrada, sem que eu esteja chorando. Mesmo que fossem por pranto mesmo, nunca devemos ter vergonha de chorar por qual motivo seja. Por dor, por saudade, por alegria, por ressentimento, por arrependimento e por aí vai... Este é recurso da Providência Divina para nossos momentos de emoção. Esse conhecido conceito também de que "homem não chora", não é válido e nem tem sentido.

A existência de cada indivíduo é fruto de um planejamento minucioso que se faz dos seus objetivos a cumprir nesta atual etapa terrena, parte que é de um projeto maior, e a sábia Providência Divina bloqueia temporariamente a nossa memória, impondo-nos o véu do esquecimento, para que tenhamos a oportunidade de um "recomeço", e se assim não fosse, não suportaríamos a carga mental da consciência de nossos comprometimentos do passado, e estaríamos prévia e irremediavelmente condenados ao fracasso.

Sempre me foi difícil explicar também o por quê. Simplesmente porque a educação que recebi desde o berço e que eu transmitiria aos meus, não sinalizava sequer a hipótese das dificuldades que um dia chegariam. Mas, contrariamente a tudo o que se poderia supor, vi-me de repente à frente dos tempos chegados. Hora de reconhecer o por que do preparo recebido. Hora de usar os recursos recebidos.

Este vídeo e o texto em destaque do cabeçalho, eu recebi em 9 de dezembro de 2013. Representam para mim, a prova de que valeu a pena. A vida não se tornou um paraíso, mas somos vencedores, mesmo com os problemas e percalços, seguimos contribuindo com a Obra Maior.  Agradeço a Deus, em primeiro lugar, e a muitos amigos da última hora que me acolheram nos momentos mais difíceis, encarnados e desencarnados, aos meus pais que me deram o conhecimento, minhas irmãs, e a muitos outros que me ajudaram pensando que era eu que os ajudava. Não podendo aqui citar nomes, devo dizer que o Amor e a Solidariedade puros existem, felizmente, neste planeta.

"Perguntam-me, as vezes, o por quê"...