terça-feira, 2 de outubro de 2007

02/07/2007 - CONFLITO E DESESPERO

Sábado, 2 de outubro de 2007.

Por volta de 14:00h, pedi ao meu filho para que providenciasse a instalação da internet no meu computador, que se encontra no meu quarto. De manhã haviam sido instalados pelo técnico  da Net, a tv a cabo, conjugado com o telefone Embratel e o  serviço de internet a cabo, que eu pretendia para substituir o serviço de outra prestadora (que estava funcionando), o que foi contratado em seu nome, com débito de pagamento em minha conta bancária. Existe um outro computador instalado na sala, e para que os dois computadores funcionassem simultaneamente conectados na internet, juntamente com a televisão na sala, seria necessário contratar os serviços de um eletricista, o que somente seria possível na segunda-feira seguinte, pois estávamos num sábado. Como eu queria testar o novo serviço de internet, pedi então ao meu filho que fizesse provisoriamente a conexão no computador do quarto. Com agressividade, ele me perguntou em tom desrespeitoso, se eu estava pretendendo resolver somente o meu lado, e que quem quisesse ver simultaneamente a televisão na sala “que se foda”. Levando em consideração o desrespeito e o palavreado, respondi ironicamente que era mais ou menos isso sim, afinal, quem pagava tudo era eu. Foi o que bastou para que ele desfizesse toda a instalação que estava pronta e funcionando, desconectando os cabos e os equipamentos, ficando tudo sem funcionar. Falei então para ele ligar imediatamente para a Net e dizer que eu não autorizava mais o débito, afinal não havia como eu usufruir o serviço. Ele se negou a fazer. Peguei então o telefone e eu mesmo liguei, comunicando a empresa que eu não autorizava debitar em minha conta bancária os serviços contratados pelo meu filho e que ele não tem como pagar por si. Isso fez com que ele ficasse agressivo ao extremo, gritando, me ameaçando, e arrancando o cabo do telefone que eu utilizava, por três vezes. Em seguida, exigiu em altos brados, contando até 10 e me ameaçando, que eu tirasse do meu computador uma HD que é sua, e que ele mesmo instalou no meu computador, sob pena de ele mesmo o fazer, ao modo dele, destruindo o computador. Entrei em desespero; creio que se existisse um profissional de saúde por ali definiria como estado de choque a situação em que fiquei, não conseguindo conter o choro e tremendo acentuadamente. Não sei mesmo como não aconteceu algo pior com a minha saúde. Foram momentos de tensão e desespero, e posso afirmar com certeza que na minha vida de quase sexagenário, nunca fui humilhado e constrangido dessa forma, e ainda mais, tudo na presença da minha nora, grávida de 3 meses.


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