sábado, 21 de janeiro de 2023

06/06/2005 - DINHEIRO

 

O "meu adicto" mantém-se tranquilo na maior parte do tempo, só algumas vezes que responde meio torto.

Mas na sexta-feira houve novo problema. Ele havia prometido a mim que não mais retornaria ao ‘amigo’ Rafael, que mora no bairro vizinho.

A mãe dele, que mora em outra cidade, chegou na quinta-feira. Na sexta-feira ele veio para a nossa casa à tarde da casa da tia, trazendo a namorada, a (meia)irmãzinha, e um primo. Eu falei para ele levar a irmã para conhecer o Parque Público que fica aqui ao lado. Antes eu havia perguntado a ele se a mãe tinha dado algum dinheiro a ele, e me respondeu que ela dera R$ 10. Eles saíram, mas depois, estando demorando um pouco, e me vindo uma suspeita de que ele poderia estar aproveitando o tempo de saída para ir à casa do tal amigo, eu liguei para a mãe dele e perguntei se ela havia dado dinheiro. Ela disse que não e que estava desolada porque ele havia surrupiado R$ 50 da sua bolsa. Sabendo disso eu saí imediatamente atrás dele, já imaginando o porque dele ter ido ‘lá’.

Saí a pé e só consegui avistá-los quando já estava a meio-caminho de volta. Daí eu o assediei com esse assunto, mas ele negou terminantemente. Pedi a ele que devolvesse o que poderia restar dos R$ 50, mas ele disse que não tinha mais jeito. Tinha deixado com o Rafael como pagamento de parte de dívida. Fiquei muito bravo com ele, mas apesar disso ele não se alterou. Disse que não tinha ido pegar nada, apenas pagar mais uma parte da divida, que segundo ele, faltava mais R$ 30 e encerrava tudo. Viemos para casa, as crianças muito assustadas porque fiquei muito enérgico com ele. Chamei a mãe dele, que resolveu dar mais R$30 para que liquidasse a divida e nunca mais voltasse lá. Foi o que ele fez, e prometeu nunca mais voltar. Não sei até que ponto posso acreditar nessa história, mas ele levou os R$ 30 e encerramos o assunto. Achei importante que soubesse disso. Amanhã (segunda-feira) ele vai procurar emprego.

 

(NOTA: a conversa a seguir eu acho que foi com a psicóloga, a respeito de dinheiro suspeito que ela percebeu que estava com ele, durante a sessão de psicologia)

Estive no *cliente 1* e conversei com a pessoa que é responsável pelo caixa, e ela me garantiu não ter havido qualquer problema no caixa do dia em que lá estive com ele. Fiquei agora meio sem saber o que realmente andou acontecendo. Nós estivemos também no *cliente 2*, mas já está fazendo mais tempo, e eu acredito que se o acontecido foi lá, ele não teria controle suficiente para aguardar e gastar o dinheiro somente agora.

Estou pensando em falar com a senhora que é dona do *cliente 2*, mas com ela eu não tenho a mesma liberdade para tocar num assunto tão delicado. Ademais, ela me pareceu meio nervosa comigo ao telefone, quando liguei para ela na quinta-feira passada. Ela foi até meio grosseira comigo, ao tratar dos nossos negócios. Será que tem alguma coisa a ver com o acontecido? Conversando com a minha irmã, ela se prontificou de servir como uma representante da psicóloga, para evitar que eu trate diretamente com ela esse assunto, que poderia provocar meu desgaste profissionalmente falando. Ela cuidaria de abordar o assunto no nível de um tratamento psicológico, e não no nível profissional, como seria se fosse eu mesmo. Preciso de sua opinião. Mas não posso demorar muito para averiguar isso, portanto se você quiser falar diretamente com ela,  pode ligar na casa dela amanhã, no período da manhã.

Ele não percebeu nada que estive lá hoje, pois após chegarmos daí, ele foi direto para a cama e dormiu até as 17:30h. Eu aproveitei o assunto da guarda dos presentes na casa da namorada para alertá-lo novamente sobre as mentiras e sobre o assunto do livre-arbítrio, e da necessidade de eu me desvincular de mantê-lo sob as minhas asas, sob pena de que eu me torne um tipo de obsessor encarnado dele. Que ele deve confiar em mim e eliminar as mentiras. Acho que isso deve ser trabalhado com ênfase no tratamento psicológico. Com as mentiras, vai ser impossível continuar a nossa vida na mesma casa. Quero saber também se você pode trabalhar no sentido de convencê-lo  a contar para mim todas as coisas erradas que ele tem feito e me contado mentira ou omitido.

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